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domingo, novembro 13, 2011

Os pingos largos de chuva caíam na calçada.
Seus passos não diminuíram a velocidade.
A lua, encoberta brilhava no céu.
E seu sorriso discreto brilhava aqui em baixo.
Os pasoas ecoando, e os pensamentos a levavam longe...
E na sacada um rapaz tocava no violão a trilha da noite.
E a música a levou pra casa...

domingo, outubro 16, 2011

My past came by to say hello...
I said hello, we chat, and I sent him away. But I know that eventually he will come back again....
This fool never forgets me.

segunda-feira, julho 25, 2011

rabiscos

"Ela sorriu. Seu sorriso era simplesmente irresistível. Impossível não despertar sentimentos de alegria em que o olhava. Quando ela sorria sempre ganhava outro sorriso em resposta. Não foi diferente desta vez. Mesmo desconcertado por seus olhos castanhos ele não conseguiu deixar de sorrir. Sempre teve um olhar enigmático, do tipo que desperta a curiosidade de qualquer pessoa. Olhar em seus olhos e tentar adivinhar o que ela pensava, quantos antes dele já haviam se perdido nessa pergunta. Mas eram indecifráveis. E havia algo neles.... Algo que não se pode explicar em palavras, Apenas sentir.
Ele havia chegado ali pensando que aquela seria mais uma de suas conquistas. Presa fácil ele pensara ao observá-la do outro extremo do balcão. Acompanhada de amigas, pediu uma bebida leve, deve estar comemorando o final de uma semana de trabalho... Agora que as amigas foram ao banheiro é o momento de agir. Porém ao sentar do seu lado, com uma desculpa tola qualquer, antes mesmo de começar com sua ladainha ensaiada, ele se viu sorrindo, e como tantos antes dele, perdido naquele olhar, naquela voz, naquele sorisso... E então ele soube, esta perdidamente apaixonado..."

terça-feira, maio 17, 2011

A lua cheia de luz no céu da minha janela, entre os galhos da árvore, sussurra um segredo pra mim.
Mas meu coração não consegue entender suas palavras tão verdadeiras.

segunda-feira, abril 11, 2011

Pessoas passam apressadas entre arranha-céus cinzentos,
E no chão de pedra, pés sujos, palmas abertas, sorriso nos lábios,
A criança persegue a folha de papel levada pela brisa.
A inoscência desabrocha em meio ao capitalismo selvagem.

domingo, janeiro 16, 2011

Tempo

Aperto o passo
A rua passa
A vida apressa

As luzes piscam
As cores vibram
Os povos migram

Pessoas agitadas
Trabalham alienadas
Sem tempo para nada

E a amoreira cresce
A flor floresce
E a vida acontece

Então acalmo meu passo
Esqueço a selva se aço
E caminho descalço

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Estrela

sempre brilha, sempre no fim, sempre distante.
pode ser a fria estrela, que sempre de longe, será sempre inatingível.
mas também é o norte, o primeiro sinal de esperança que surge na noite escura.
é misteriosa, brilhante e sonhadora.
ela sou eu e eu sou ela,
mas só por esta noite.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Abriu o armário e ficou por algum tempo observando. Não conseguia se decidir.
"Talvez o sobretudo preto, e o chapéu... Poderia ser meio londrino hoje...
Huhmm não. Acho que vestirei a camisa foloriada com a bermuda bege e passarei por turista.
.. Mas hoje acho que será um dia longo... posso colocar o jaleco branco e me passar por médico de novo..."

Ainda pensando no que(m) seria hoje, ouviu a voz atrás da porta:

- Vamos logo... É só um jantar com os meus pais... Nada de mais, eles vão te adorar! Vamos! Céus... como ele consegue demorar mais para se arrumar que eu?...

Ele então volta o rosto novamente para o armário, olha com certo interesse para a roupa camuflada, afinal um colete a prova de balas não seria tão ruim assim. Senta-se na cama e olha ao redor. Seus olhos encontram a foto colorida em cima da cabeceira da cama. Ele sorri.

" Essas calças jeans e a camiseta azul estão ótimas. Acho que serei eu mesmo hoje."

E caminha em direção à porta. Não sem antes pegar o canivete suíço de cima da estante, afinal, nunca se sabe não é?

segunda-feira, julho 19, 2010

Se remexeu em baixo das cobertas... Mais uma noite mau dormida. O pior foram os sonhos estranhos e confusos que só sua mente poderia produzir. Mudou de lado na cama. Ao longe ouvia o som de uma obra na esquina. Nada importante, o som era baixo o suficiente para poder dormir mais. Afinal, um dia chuvoso, escuro, já eram nove horas, mas estava de férias podia dormir mais. A cama quentinha. Não ia sair dali tão cedo. Fecha os olhos de novo, pensando que agora os sonhos devem ser melhores..... E a bateção começa. Brruusssshushsmssmsmmsmsm. Bbruuuuusssmmmmmmmm. Meio zonza pensa de onde vem o barulho. Do vizinho de baixo. Mas parece que o barulho vem de dentro da sua cabeça. Saco. Mas está tão quentinho... Talvez não demore muito. Bbruuuuusssmmmmmmmm. Bbruuuuusssmmmmmmmm. Saco não tem como dormir assim. Levanta, vai até a cozinha. Não tem café. Esquenta a água, passa um café fresquinho. Pega o jornal na porta. Senta, toma o café lendo o jornal. Ainda ouve o barulho ao fundo.... Termina o café, termina o jornal (não é como se gostasse de ler desgraças mesmo). Humm o barulhho parece ter parado. Volta para cama. Ainda está quentinha. Aconchega-se. Só mais um pouquinho... Fecha os olhos. Novos sonhos começam a se formar... Bbruuuuusssmmmmmmmm. Saco. Não tem jeito, vou ter que levantar. Nada estraga mais o humor de uma pessoa do que ter que acordar sem querer, ainda mais estando de férias. É... Tenho que dar o fora daqui!

sexta-feira, julho 09, 2010

Leve

Quero ser leve.
Queria ter a leveza da bailarina que rodopia sem parar.
Queria ser leve como a pluma que é levada pelo vento.
Queria que o vento me levasse leve até a lua, onde eu ficaria flutuando...
Queria tirar da minhas costas todo o peso do mundo, deixando toda a bagagem desnecessária para trás.
Quero conseguir voar.


Sempre que penso em ser leve, penso nesta entrervista e nesta música interpretada pela Maria Rita (a entrevista aparece no final da música). Linda música, linda intérprete. Leve.

quinta-feira, julho 08, 2010

Tenho dormido cedo,
Tenho dores de joelho.
Me preocupo com as contas,
Mas ainda segurando as pontas.

Onde está minha juventude?
Brincando de esconde-esconde?
Voando pra bem longe?
Ou bêbada em alguma sarjeta?

no meu quintal

Dia ensolarado.
Cheiro de rosas,
O limoeiro cresce,
Ervas daninhas na bergamoteira.
Flores, mas não frutos.
Será que falta adubo?
Jardins em pequenos espaços... É o crescimento urbano...

terça-feira, julho 06, 2010

Sempre que faço uma arrumação penso nesta música:

Arrumação

Arrumar o quarto, limpar a casa
Abrir as janelas, tirar o pó.
Em cada gaveta encontro pedacinhos de mim escritos em papéis velhos.
Me remonto, me desmonto.
Descalça limpo tudo, o quarto, as gavetas e eu.

quarta-feira, junho 30, 2010

O encontro

Final: Parte IV

...ela fecha os olhos....

Ao toque a superfície parece extremamente rígida, intransponível. Ela pressiona a superfície, mas nada parece acontecer. Ok, estou, aqui, quero ver o outro lado. Quero ver o que está tão escondido assim. Mas as palavras não tem nenhum efeito sobre a parede a sua frente. A escuridão é quase total, mesmo com olhos abertos só é possível vislumbrar os contornos de seu braço e sua mão. TÁ EU ESTOU AQUI! O QUE MAIS PRECISA! Nada. Nada acontece. As lágrimas que a pouco haviam parado, voltam a correr por seu rosto. Ela cai de joelhos. Imagens sobre tantos momentos tristes passam por sua mente. Decepções, mágoas. Tudo é revivido por um momento. Pessoas que se foram, palavras que nunca foram ditas, palavras que nunca deveriam ter sido ditas. Tudo lhe vem a mente. Eu devia ter criticado menos. Devia ter sorrido mais. Devia ter dito não. Devia ter arriscado mais, largado tudo. Devia ser menos adulta, menos responsável. Devia ter dito mais o que sentia, talvez as coisas fossem diferentes. Queria ter passado mais tempo com algumas pessoas e menos com outras. Devia ouvir mais os conselhos que me são dados, e parar de dar tantos conselhos. Queria ter magoado menos, e não me deixar magoar tão facilmente. Será que vai passar? Será que vivi da maneira certa? Ficou ali sentada, sentindo muito frio, no escuro, pensamentos incessantes. Tantas dúvidas, tantas incertezas. Tantos momentos sendo relembrados. Tanta dor.

Após um longo período revivendo todas as sua mágoas, quando não haviam mais lágrimas para chorar. Ela entendeu. Eu sei o que está faltando. Levantou-se, deu dois passos para trás, e começou a despir-se. A cada peça de roupa que tirava de seu corpo, despia-se também de uma mágoa, de um rancor. Despia-se de suas dores, de seus pudores. Quando jogou a última peça de roupa na pilha ao lado, olhou-a. Por muito tempo vocês me acompanharam. Por algumas vezes me fizeram companhia, esconderam meus segredos, fizeram parte de mim. Mas agora preciso seguir em frente e de uma vez por todas deixa-las pra trás. Já sem lágrimas nos olhos, fechou os olhos, sabendo da escuridão a sua frente. Sentiu-se sozinha, um pouco triste, mas estava tudo bem. Respirou fundo. E andou de olhos fechados pra frente. Passou por alguma coisa muito fria, mas nem por isso parou ou olhou pra trás. Após alguns passos sentiu que o frio havia passado. Ainda andando abriu os olhos. Era uma sala branca, com uma janela ao fundo que mostrava um lindo jardim. Ao lado da janela uma pessoa estava sentada. Andou mais alguns passos afim de enxergar melhor a pessoa e a paisagem da janela. Então reconheceu aquele sorriso. Já o vira muitas vezes, mas agora ele estava diferente. Era um sorriso mais calmo, mais sereno. Haviam rugas no canto boca, mas também próximas ao olhos. Os cabelos acinzentados que caiam ao lado do rosto mostravam que muito tempo já havia se passado. As mãos não escondiam a idade. E o sorriso lhe convidava a sentar e conversar. Sentiu o coração acelerar, tinha tantas perguntas, mas sabia que tinham bastante tempo. Olhando para aquela imagem de si mesma, como um estranho espelho do futuro e soube que tudo ficaria bem.

Eu vou ficar bem.

quarta-feira, junho 23, 2010

O Encontro - Parte III

Caindo e caindo.....


Então a queda parece mais suave. Mais leve. Ela abre os olhos. O lugar é estranho. É desconfortável e familiar estar aqui. Sempre esta mesma sensação quando ela vem aqui. Tudo é cinzento, mas de certa forma aveludado como em um sonho, ela sabe que em pouco tempo as coisas terão cores. Aliás, isso é um sonho? Ela sempre se pergunta que lugar é este. Chegou a pensar várias vezes que estava louca. Desistiu de conversar com alguém sobre isso. Nunca ninguém entende. Engraçado como eu só venho aqui quando as coisas não estão bem. Pensou em diversas origens deste lugar. A primeira coisa que sempre lhe passa pela cabeça é que tudo não passa de um sonho, já que sempre acontece quando ela está dormindo, ou sonolenta. Certa vez alguém lhe disse que eram experiências extra-corpóreas. Chegou a pensar que talvez fosse uma maneira que seu corpo encontrou de fazê-la entrar no seu subconsciente. Se esse é meu subconsciente eu estou mesmo ferrada. E sorri ao pensamento. As coisas já tomaram um pouco mais de cor, mas é como se fosse um mundo de sombras. Sombras coloridas que ao longe parecem tão brilhantes. Sombras escuras que parecem sempre surgir no canto do olho e somem quando se tenta segui-las com o olhar. Seja o que for este lugar eu tenho que estar aqui. Tenta se habituar a caminhar, sempre é estranho. É como caminhar em uma pilha de colchões. As sombras passam por ela. Não é hora de ter medo. Nada vai me acontecer. Continua andando, agora vai ficando mais fácil. Queria ter um guia. Queria que alguém estivesse aqui comigo. Mas ela sabe que quem ela queria que estivesse ali não vai mais estar. Ela continua andando. O medo é crescente. A sensação de vazio está ainda mais presente. É angustiante ficar ali, ela quer ir embora, mas sabe que tem que ficar. Não é um lugar comum. É como estar dentro de uma pintura infantil. Uma pintura infantil de um filme de terror. As cores não combinam, nada parece fazer sentido. Há sombras que lembram árvores, mas passam uma sensação estranha e possuem um brilho próprio. O chão muda de textura a todo o momento, como se não soubesse exatamente o que quer ser. Mas quem pode culpa-lo, eu também não sei.

Apesar da crescente angústia, ela sabe que o que ela veio ver está um pouco mais a sua frente. Ela nunca entendeu como sabe que direção tomar, mas tem a impressão que qualquer direção que ela siga vai encontrar o que procura. Ou isso vai me encontrar. Então tudo começa a ficar mais cinza, como se a estranha luz do lugar estivesse sendo sugada. Ela sabe porque. Anda um pouco mais, e a luz parece desaparecer. Na verdade não é que a luz sumisse. Mas como se uma luz escura sobrepusesse a luz clara. Ela sabe que está chegando perto. É aqui. Uma enorme barreira negra está a sua frente. Não é possível ver o início ou o final desta barreira. Parece uma redoma gigante. E eu tenho que ultrapassá-la. Apesar do medo, e da insegurança de não saber o que há do outro lado. Ela estende a mão, seus dedos quase tocando a superfície escura. O frio toma conta de seu corpo, e a escuridão já é total novamente, ela fecha os olhos...

O Encontro Parte II

Ela deseja que tivesse sido só um sonho, mas nada mais pode ser feito. Não há tempo nem sequer para pensar sobre isso. A vida segue. Ela sabe o que tem que ser feito. Sabe que só ela pode fazê-lo. Por mais que tente fugir, e esquecer, isso sempre volta. Sempre está lá, pairando como uma sombra.

Ela seca o rosto, as lágrimas foram embora, mas sensação de vazio continua lá. Não é uma sensação que se possa explicar. Mas é imensamente dolorosa. Ela se arruma, tentando não pensar em nada. Ok, tudo pronto pra ir. Toma seu café, mais como uma obrigação, pois não tem fome. Respira fundo. O dia vai ser longo. E sai, sabendo que em poucos minutos terá que mostrar um sorriso no rosto, ninguém tem culpa do que está acontecendo.

O dia passa, sem intervalos e com aquela mesma sensação no peito. O dia passa e ela sabe o que tem que ser feito. Queria poder fugir, mas não tem mais como. Chega em casa. Olha para casa vazia. Está escuro, mas ela não vai acender as luzes. larga suas coisas em cima do sofá já desbotado. Senta-se por um instante. a casa pequena parece ainda menor. Sente-se sufocada, quase claustrofóbica. Levanta e vai até o quarto. Toma um banho quente, e a luz fraca do banheiro ilumina o quarto que tantas lembranças traz. Ela está completamente confusa. Não sabe o que fazer. Como? Porque? Onde eu errei? Ela pensa incessantemente. E lágrimas continuam caindo. Sai do banho. Coloca um pijama confortável, apaga a luz do banheiro e senta-se na cama. a janela está aberta e a luz da lua penetra no quarto, quase enconstando em seus pés encolhidos na cama. Ela olha pra lua. sempre gostou do luar. mas hoje sente que há também muita tristeza na lua. Irônico, o clima parece refletir meus sentimentos. Foi um dia nublado, chuvoso, mas a noite está mais limpa, permitindo que a lua seja vista. Ela fica muito tempo ali, pensando, as horas passando. a lua já quase não pode ser vista mais do ângulo da cama. Olhando para o céu ela vê uma estrela. Estrela. Sempre a minha estrela. Sempre no céu, sempre tão longe. Sempre no futuro, sempre inatingível. Quando vou conseguir alcançar a minha estrela? Dúvidas. Muitas dúvidas, seguidas de lágrimas. Não tem mais volta. Ela sabe o que tem que ser feito. Ela sabe que já está tarde. O porta vai se abrir a qualquer momento. Ela tem que tomar logo uma decisão. Fecha os olhos, as lágrimas caindo ainda.
O que fazer? Como continuar assim? O tempo vai passando. Ela abre os olhos. Tem um sorriso nos lábios, e as lágrimas continuam caindo. Está na hora. A decisão foi tomada. Ela caminha até a porta que dá para a sacada. Está aberta. Está escuro, muito escuro. Não há luz da lua, não há estrelas no céu. Não há céu. Ela tateia no escuro e sente o parapeito. Ela sobe na saliencia. Está calma. Ainda chorando, ainda com um sorriso nos lábios, mas calma. Tantas coisas passam na sua cabeça neste momento, e um certo medo a toma. Ela o afasta. Tem que fazer isso. Sorri pela ironia da situação. Respira fundo, e no escuro, ela dá um passo a frente. Sorri novamente, e desloca o peso a frente. Sente o vento passando por seu corpo a medida que cai. Está muito escuro, e ela sente uma vertigem, mas tinha que ser feito. O mergulho no escuro é angustiante, ela se sente caindo e caindo....

terça-feira, junho 15, 2010

O Encontro

Parte I

O despertador toca, ela abre os olhos, estende o braço e aperta o botão que faz parar aquele som irritante. 6 horas ela pensa. Fica um pouco mais deitada na cama. O despertador não a acordou. Ficou acordada quase a noite toda. Só pequenos períodos de sonhos conturbados.
Foi só um sonho ela pensa. Tem que levantar. Afasta as cobertas, sente-se quente, mas o frio do quarto a alivia. Foi só um pesadelo ela pensa de novo, ficando em pé e indo em direção ao banheiro. Ela olha diretamente para frente, fixa o olhar na porta branca. Ela não quer olhar para os lados. Não quer ver o que tem a sua volta.
Ela abre a porta, não acende a luz, ficando no breu de frente para a pia. Abre a torneira e joga a água fria no rosto. Sente o gelado da água, mas não se importa. Foi só um sonho, e a água fria escorre do seu rosto. Ela levanta o rosto, e se olha no espelho mesmo no escuro. A realidade a atinge como um soco na boca do estômago. Por um instante ela perde o ar. Não foi um sonho. Não foi um pesadelo. É real. As lágrimas se confundem com a água que escorre do seu rosto.
Ela deseja que tivesse sido só um sonho.

segunda-feira, junho 14, 2010

O frio parece um pouco mais frio.
Queria te abraçar,
Dizer que está tudo bem.
Queria esquecer
Queria voltar no tempo e te ter do meu lado.

Mas o vazio preenche a minha cama
e isso muda tudo.

sexta-feira, junho 11, 2010

Um raio de sol bate em meu rosto, aquece um pouco do frio. Penso no calor do abraço, e sorrindo fecho os olhos.
A memória é como uma viagem no tempo. Lembro de momentos eternos.
Um aperto no peito me recorda que ao abrir os olhos esta lembrança vai embora.
Mas nada pode ser feito, a realidade do presente é implacável.
Sigo minha caminhada, e o sol me aquece no frio.